Reserva Natural do Estuário do Sado

A Reserva Natural do Estuário do Sado, ocupando uma área de 23.160 ha, é o segundo maior estuário português e um dos maiores da Europa, a sua localização geográfica permite que ocorram, simultaneamente, espécies com afinidades Norte-Atlânticas e espécies da região Mediterrânica. A fauna é rica e diversificada, sendo uma das zonas húmidas mais importantes do país. Na Reserva Natural estão registadas perto de 300 espécies de vertebrados, das quais 256 são aves. O estuário do Sado alberga ainda a única comunidade residente de golfinhos, roazes-corvineiroTursiops truncatus, em território português.
 

Alguns pontos de visita obrigatórios:

Galeão do Sal (Setúbal / Alcácer do Sal)

Na região do Sado e até meados do século passado, o transporte das principais mercadorias, caso do sal, efetuava-se por via fluvial. O “galeão do sal” do Sado é um veleiro de um só mastro com 13 a 18 m de cumprimento, que ostenta uma vela de carangueja e é capaz de transportar cerca de 30 toneladas de sal. Entretanto, com o aparecimento dos vapores de pesca, foram progressivamente desativados, alguns dos quais foram convertidos para se efetuarem passeios turísticos.
 

Estação Arqueológica de Tróia(Tróia/Grândola)

Estendia-se outrora por uma faixa de mais de dois quilómetros, constitui um dos mais interessantes conjuntos fabris de conserva de peixe da época do império Romano. Construído nos inícios do século I d.c., manteve-se em plena atividade até ao século IV d.C.. Este núcleo museológico encontra-se aberto à visita.
 

Moinho de Maré das Mouriscas(Setúbal)

Moinho de maré que aproveita a energia das marés para a moagem de cereal. Um dos quatro moinhos de maré conhecidos no estuário do sado, a sua instalação primitiva data de 1601, tendo sofrido modificações ao longo do tempo. Atualmente transformado numa loja/café e um espaço interpretativo onde ocorre workshops e exposições.
 

Porto da Palafítico da Carrasqueira(Alcácer do Sal)

De margens baixas e lamacentas, obrigou a comunidade local a construir um cais em madeira, cujos múltiplos braços penetram em ziguezague pelo sapal, formando uma vasta área de atracação de barcos. Local previligiado para quem gosta de ver aves, das quais se destacam a Garça-branca, o Flamingo, o Alfaiate ou a Rola-do-mar, entre outros.
 
In Percursos, Paisagens & Habitats de Portugal, 2000, Assírio & Alvim